Krsna Kirtana Songs est. 2001 www.kksongs.org
Lição 6: Introdução
ao Tala
Despois
de terminada a discussão sobre os bols, nós adentraremos em um novo território de
aplicação dos bols para algo mais significativo. Na música
O
tala (literamente “palmas”) é a fundação rítmica da música. Sem o tala, os
outros dois modos não podem subsistir independentemente em grande parte. Quando
falarmos de talas, estaremos falando sobre ciclos
rítmicos.
DIAGRAMA DO TALA
O
tala pode ser examinado com um diagrama de tala, mostrado abaixo. O diagrama
consiste de um círculo branco dividido em quatro quadrantes. Este ciclo
mostrado abaixo representa um ciclo de dezesseis batidas ou dezesseis matras. A matra é a unidade fundamental
de medida de tempo. Depende-se de quão rápido ou lento se toca um ciclo
específico para se identificar a extensão de uma matra. Os músicos usam a
palavra matra e batida sinonimamente. O número de matras será uma de muitas
propriedades para se definir o que um tala é.
Nesta
figura abaixo: dezesseis matras equivalem um ciclo.

A
primeira matra em qualquer ciclo é
conhecida
No
diagrama do círculo,
ÊNFASE NAS MATRAS
Os
talas não são ritmos secos. A própria natureza dos vibhags dividindo um ritmo
permite pontos de ênfase e deênfase. O tali
representa os pontos de ênfase. O khali
representa o ponto de deênfase. O tali é geralmente indicado por um baya
aberto, enquanto o khali é representado pelo som continuado de um bol aberto do
baya previamente tocado, um baya fechado ou o não uso absoluto do baya. Na
maioria das situações, espera-se que o sam receba um tali.
No
diagrama do tala, com exceção do sam, o tali é representado por números. Uma
vez que o sam é o primeiro tali, representado por um X devido a sua posição de
ser um sam, o próximo tali, mostrado na matra 5, recebe um numero 2, pois este
é o segundo tali. O terceiro tali é mostrado por um 3 na matra 13. Portanto,
este ciclo tem três talis, isto é, no sam, na matra 5 e na matra 13.
O
único khali neste ciclo é a matra 9. Todos os khalis, a despeito de quantos
números de khalis existam, recebem um 0 (zero).
Se este ciclo tivesse dois khalis, ambos os khalis receberiam zeros.
Portanto,
resumindo o ciclo deste tala de dezesseis matras, ele tem três talis, no sam,
na matra 5 e na matra 13, enquanto ele tem um khali na matra 9. Pode-se ver
claramente que as distâncias entre o sam e a matra 5, entre a matra 5 e a matra
9, entre a matra 9 e a matra 13 e entre a matra 13 e o novo sam, são todas
equidistantes. Todos eles são quatro matras à parte. Portanto, compreende-se
melhor que este é um ciclo dividido de 4+4+4+4.
COMPLETANDO O CICLO
Um
ciclo completo é efetuado quando se começa do sam e faz-se um círculo de 360
graus voltando para o sam. Um ciclo completo é conhecido
ESTRUTURA DO TALA
Agora,
olhando para trás, no diagrama do tala, sabendo quais termos são usados, temos
o anel exterior com os números 1, 5, 9, e 13 representando números de matras. O
grande X, 2, 0, e 3 representando os números
do tala.
PALMEANDO E ONDEANDO
Ao
descrever oralmente um ritmo sem tocá-lo no khol, um sistema convencional de
bater palmas e fazer ondas foi desenvolvido.
Se
fosse para alguém recitar oralmente o diagrama acima, diria-se e faria-se o
seguinte:
(1)
IDENTIFICAÇÃO DO TALA
Finalmente,
em conjunção com a estrutura do tala, os talas na música norte-indiana são
definidos pelo theka. O theka é a
disposição dos bols de
Um
modo baseado no theka é chamado um prakar.
A maioria das pessoas tocam prakars, os thekas são muito simples para se tocar.
Tocar e criar os prakars desenvolve-se depois que se fica confortável com o
instrumento e com os thekas.
Tendo
mencionado tudo sobre isto, nós podemos seguir para nosso primeiro ritmo que
está na Lição 7.