Krsna Kirtana Songs est. 2001 www.kksongs.org
Lição 14: Cadências
Básicas e Modos Cíclicos
No
Guia de Khol do KKSongs, este é o último item que é ensinado no que concerne ao
verdadeiro tocar do khol. A razão pela qual este tópico é colocado no final é
porque nós precisamos ver esta unidade
O
Modo Cadencial é uma frase de
conexão que toma uma parte ou todo o ciclo. Eles são definidos tanto
pela duração da matra quanto pela função. Os Modos Cadenciais NÃO são
talas!
Você
pode dizer se é um modo cadencial se você puder responder estas duas questões
apropriadamente:
1) Qual é a duração do modo cadencial? (Se a
resposta é menor que um ciclo, então é realmente um modo cadencial. Se a
resposta é a duração do ciclo, então vá para a número 2).
2) O que este modo cadencial faz em relação ao ciclo
inteiro? (Ele inicia um ciclo? Ele finaliza um ciclo? Muda velocidades ou
talas?).
Um
Modo Cíclico é uma frase que toma o
ciclo inteiro. Eles são novamente
definidos pela função. Se o modo rítmico não puder permanecer independente se
for circuitado, então isto é muito provavelmente um mukhra. Modos que podem
permanecer independentes quando circuitados são de fato cíclicos por natureza.
Nós já estudamos dois modos disto. Os thekas
e prakars são modos cíclicos, uma
vez que são baseados em ciclos e podem permanecer independentes quando
circuitados.
O
foco desta aula lidará com três tipos de modos: a saber, mukhra, tihai, e tod.
MUKHRA
O
mukhra (literalmente “face” ou “verso”)
é um modo cadencial que, ou inicia
antes de um ciclo, ou finaliza um ciclo. Dependendo do
mridangueiro
MUKHRA 1
Este
mukhra é muito famoso e muito comumente usado em kirtans de tempo médio ou em
kirtans de tempo rápido desacelerando para tempos médios. Os bols para o mukhra
são
Por
favor, note que não há sinais do tala (não há X, números ou 0), porque o mukhra
é um modo cadencial. Eles não são talas. Também observe o estilo “ímpar” de
escrever o mukhra. Alguns livros podem tê-los com números para mostrar as
relações.

A
primeira fileira é o mukhra antes do novo ciclo. A segunda fileira é o final do
mukhra que encerra-se no sam do novo
ciclo. A peculiaridade da maioria dos mukhras é que eles se encerram no sam
do ciclo seguinte.
Aqui
está

Nós
temos dois ciclos do Prabhupada tala aqui. O theka está sublinhado em vermelho,
enquanto a adição do Mukhra 1 está sublinhada de verde. Relembre que o mukhra 1
tem cinco matras. Uma vez que o Prabhuapda tala tem oito matras em seu ciclo e
já que o mukhra tem que encerrar-se no sam do novo ciclo, nós estamos observando um alcance de nove matras (8
matras de um ciclo + 1 matra do novo ciclo).
9 matras considerados – um mukhra de 5
matras = 4 matras completados do theka original.
Isto
significa que depois da matra 4 estar completado, insere-se o mukhra. Depois de
uma explanação longa de
TIHAI
MUKHRA 2:

Este mukhra é usado logo antes
ou durante o drut lay kaherva tala, ou no bhajani tala (em qualquer laya). Este
mukhra particular é conhecido como uma picada.
(pick-up em inglês, é a expressão que
muitos músicos norte indianos usam para referirem-se ao mukhra “Ta te ra Ta te
ra Ta”. Algumas vezes, não sempre, as picadas podem acelerar o tempo, às vezes
elas separam as linhas ou versos do mahamantra) Note o “T” maiúsculo em
“Tā” implicando o uso do ka junto com ta.
MUKHRA 3:

Este
mukhra é usado para mudar a velocidade do Prabhupada tala para o drut kaherva
tala. Note que das matras 5 até 8 é exatamente o mesmo que o mukhra 2.
TOD:

Um tod
(pronuncia-se “toad”) é um mukhra que marca o final do acompanhamento todo.
Este tod geralmente termina um kirtana.
Geralmente,
quase todos os kirtanas de oito matras começarão com o mukhra 1, uma vez que
muitos kirtans iniciam lentos com madhya lay kaherva tala ou Prabhupada tala
também. Aqui está



Este
exemplo mostra um kirtan rápido (em drut kaherva tala: Linhas 1 e 2) terminando
usando um tod (Linha 3 com a placa “PARE À FRENTE”). Observe
